terça-feira, 24 de setembro de 2013

Chineses "das cavernas" vivem acorrentados e isolados do mundo em grutas e gaiolas

Doenças mentais e pobreza estão entre as principais razões para o afastamento social

A falta de assistência médica na China leva muitos pais desesperados a tomarem atitudes extremas em relação aos filhos que possuem algum tipo de doença mental. Os jovens são acorrentados e isolados do convívio social, até mesmo por décadas, em cavernas e celas de ferro.

Além disso, o alto custo dos imóveis e desentendimentos em família também faz com que muitos chineses aceitem viver em gaiolas e no subsolo das cidades.

A seguir, veja alguns casos chocantes de chineses transformados em "homens das cavernas."

Com o passar dos anos, a maior preocupação dos pais de Hai é o que vai acontecer a seu filho depois que eles morrerem. Os dois já estão com quase 70 anos, segundo informações do tabloide britânico Daily Mail.

Foto: Reprodução/dailymail.co.uk

Um jovem foi acorrentado a uma gruta na Província chinesa de Henan pelo próprio pai. Cheng Xiangtao, que é cego e tem problemas mentais, vive isolado do convívio social desde que o pai perdeu a casa onde moravam. As fotografias do jovem preso circularam nas redes sociais e chocaram milhares de chineses.

Foto: Reprodução/dailymail.co.uk


O lugar fica perto do lago Xiliu e não possui mobília, água ou eletricidade. No entanto, violinos e livros de música não faltam. 

— Posso viver sem comida, mas não posso viver sem música.

Foto: QCH/The Grosby Group

Mas não é apenas em cavernas que chineses são trancados e isolados do convívio social.

Wu Yuanhong, de 42 anos, foi diagnosticado com esquizofrenia aos 15 anos. Em 2001, ele espancou um menino de 13 anos até a morte. Autoridades judiciais da Província de Jiangxi o libertaram um ano depois de ele ter sido preso, já que sua doença significava que ele não era legalmente responsável por seus atos. 

Quando saiu da cadeia, ele foi acorrentado por sua mãe, Wang Muxiang, dentro de uma pequena gaiola. Ela decidiu construir a cela após ele escapar e caminhar por sua aldeia natal de Shangfan aterrorizando os moradores.

Wang dá ao filho três refeições por dia, coloca um pano para cobrir a cela e fornece um recipiente quando ele precisa utilizar o banheiro.

"Sempre que eu entregava comida, eu me sentava em sua cela e chorava", ela afirmou, acrescentando: "Agora as minhas lágrimas já secaram."

Foto: AFP

                                                    Portal Piauí Notícia
Fonte: Portal R7
Modificado

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